o dia de pegar na enxada

Parou de chover e deu uma esquentada, o que me motivou a sair para uma vistoria no quintal. Saí principalmente para checar o estado da horta. Duas horas depois eu já tinha capinado uma das beds, removido um monte de mato e muitas folhas mortas acumuladas que cairam da minha árvore ancestral no outono, arranquei também raizes da menta hortelã, porque ela já está rebrotando e se não ficar de olho ela avança em tudo. Deu até pra suar um pouquinho. Enxada, pá, ancinho, luvas de borracha, cheiro de terra, de folhas decompostas—eu não sei por que tudo isso me atraí tanto, já que sou uma péssima jardineira, não tenho os dedos verdes e sou notória por conseguir fazer com que todas as plantas em vasinhos morram quando estão sob os meus cuidados. Mas na horta eu não preciso fazer muito, pois a terra é ótima, cheia de minhocas, bate sol suficiente e tem sistema de irrigação. Fiz uma avaliação geral do que sobrou do final do verão. As rúculas estão reaparecendo, perfumando tudo com o cheiro delicioso que elas tem. Parte do orégano e do tomilho sobreviveu, apesar de não estarem nem um pouco vistosos. Também a salsinha está lá, meio tímida ainda. E um raminho curto de cibouletes. Tudo o mais padeceu com a chuva e o frio. Infelizmente eu não tenho disposição para fazer horta de inverno. Mas no verão eu realmente me animo, apesar de me concentrar basicamente nas ervas e nos tomates. Para este ano tenho uma estratégia diferente para os pés de tomate, que já fiquei no maior entusiasmo de plantar.
*esse ritual de sair no quintal quando o inverno dá um tempinho, é repetido rotineiramente no meio de fevereiro ano após ano.
** a estrategia deste ano eh apenas uma—espaco. vou plantar apenas duas plantas por canteiro, ou apenas uma por canteiro, pois tomates, like Brazilians, need space!! 😉
***tem uma foto da minha horta AQUI.

17 comentários sobre “o dia de pegar na enxada”

  1. Olá Fernanda
    olhei a sua horta…linda, tem muito espaço!
    Tomara que possa colher os tomates.
    também olhei algumas fotos de sua casa, muito bonita.
    Gostei de tudo, mas, de onde é o seu tapete? é do Brasil?
    Um abraço
    Rubén

  2. Fer,
    Somente para te dizer com o meu sofrível inglês que: I’m agree with the lion!!! Brazilians need space!!! However, you have a very nice one 😉
    Bjos.

  3. Também amadurecemos?
    Uma parcela dos brasileiros está amadurecendo. Ainda é um grupo pequeno mas é influente. Além de eleitor, ele quer ser zelador da gestão pública.
    Ele quer ver o fruto ser plantado, regado, colhido e distribuído.
    Ele também pega na enxada e também não é bobo.
    Ainda que lentamente, o Brasil amadurece. Tem é que ter mais gente cuidando da horta.

  4. O titulo do post me fez lembrar de uma frase que minha avó sempre falava quando eu era criança, principalmente no domingo a noite, após a maldita música do Fantástico. Ela dizia: “Segunda-feira é dia de pegar no guatambú”. Guatambu é a madeira usada para a fabricação de cabos de enxada.

  5. Tenho uma hortinha no sítio e realmente é um prazer ver as hortaliças crescendo, as ervas perfumando todo o quintal. O meu problema é que eu tenho de competir com o meu funcionário, ele morre de ciúmes das plantas. Como só vou ao sítio nos finais de semana não sobra muita coisa para eu fazer, só colher e dar uns palpites. Mas mesmo assim curto bastante.
    Bjs.

  6. è Fer… cuidar de horta não é nada mole!!!
    Tenho uma hortinha também, mas tem dias que nem consigo olhar para a danada e ainda me pergunto para que tenho horta se no suer essas coisas são baratinhas.
    E outros dias fico super feliz e animada em ver a horta crescendo crescendo… quando aparece as pimentinhas então é uma felicidade só!!!
    Cansativo, um pouco enjoativo, mas recompensador, com certeza.
    Bjundas

  7. Fer, realmente plantar e colher (especialmente ervas) é um dos meus prazeres. Também tenho um quintal relativamente grande mas planto tudo em vasos e faço algumas experiências hidropônicas . E o meu xodó é uma sebe de alecrim que deu certo (tem uns 5 metros) e que copiei dum vizinho seu, a Chandon do Napa.
    Agora, vou acompanhar a tua experiência dos tomates pois os meus nunca sairam do projeto.(Você podia fazer um reality show com eles !)
    PS – Acabei de postar uma receita da (?) Ana Maria Braga. Você está certa ! Hoje ela é um desserviço pra cultura brasileira e ela poderia contribuir pra melhorar ainda que minimamente. E até onde eu sei, as luvinhas não tem nada a ver com o cancer que ela teve há um tempão !

  8. Que inveja! Adorava ter um quintal, pois acho que deve ser uma excelente terapia. Na verdade, tenho um mini jardim (eu moro num apartamento, que escolhi ser no ré-de-chão, por ter um terraço enorme e com área para um pequenissimo jardim), onde adoro andar a mexer na terra (apesar dos ralhetes da minha manicura), e, tal como vc, tb não percebo bem porque!!! Na verdade, ainda não consegui ter aquele jardim lindo com que tanto sonho! É uma luta, diria quase diária, para não ver as minhas plantas e flores morrerem. Acho sempre que faço tudo certinho, mas no final…Dentro de casa, desisti mesmo!

  9. Sally, a estrategia deste ano eh apenas uma –espaco. Vou plantar apenas duas plantas por canteiro, ou apenas uma por canteiro, pois tomates, like Brazilians, need space!! 😉
    Andrea, tem uma foto da minha horta AQUI.
    beijooos! 🙂

  10. Curiosa estou sobre a sua estrategia dos pe’s de tomate.
    Nao tive muita sorte com meus tomateiros esse verao passado
    se tiver conselhos e dicas, sou toda ouvidos!

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