pega os ovos da galinha

Uma máteria do New York Times sobre a procura do consumidor por ovos caipira me deixou realmente satisfeita. Não só o consumidor comum decidiu optar pelos ovos das galinhas não-confinadas, não-torturadas, não-turbinadas e intoxicadas, como também os restaurantes das universidades, das redes de hoteis, de companhias como o Google ou dos sorveteiros Ben and Jerry’s. A rede de supermercados Whole Foods, por exemplo, já nem vende mais os ovos das galinhas robotizadas! Iurru! Depois de ler O Dilema do Onívoro, eu não tenho ilusões de que a galinha cage-free leva uma vida exatamente livre, mas qualquer passo em direção ao retorno do curso natural das coisas já é uma vantagem. E no meu modo de pensar tudo funciona de maneira bem simples: nós, consumidores, é que decidimos e direcionamos o mercado. Se ninguém mais comprar certos produtos e começar a comprar uma coisa diferente, o mercado vai ter que se adaptar e mudar. Exatamente o que está acontecendo com os ovos. Eu não me importo de pagar um pouco mais. E ainda prefiro comprar ovos de produtores locais. Escrevo aqui sobre o que acredito e também pratico, o que é o mais importante.

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Eu traduzo como “ovo caipira” todos esses termos que defininem os ovos das galinhas não torturadas, à venda aqui nos EUA. Mas há detalhes mais específicos sobre cada um deles. Normalmente eu compro os “free range”, “fertile”, “certified humane”. Definições técnicas para cada tipo de ovo, incluindo o mais conhecido “cage-free”, estão listadas neste glossário.

11 thoughts on “pega os ovos da galinha”

  1. Lígia: não é nenhuma vergonha. Tem sua lógica. E como eu tinha lido, num relance, a mesma coisa que você (e até imaginado elas livres e soltas no quintal), eu morri de rir com seu comentário!!!!
    Mas é um absurdo: uma coisa que antes era trivial (pão com ovo, arroz com ovo era ‘comida de pobre’) e muito barata, hoje, para a mesma qualidade de antes, você tem que desembolsar uma grana! Uma coisa que seria o natural virou cult.

  2. quem conhece ovo caipira sabe que não tem comparação com o outro. lembro de quando meus pais criavam galinhas soltinhas no sítio e dos ovos maravilhosas que elas produziam. lembrar deles quentinhos, na hora do café da manhã me dá água na boca.
    [agora um off-topic: tá rolando um “prêmio” por aí na blogosfera e eu indiquei você, tá? é uma brincadeira bonitinha e achei que valia a pena homenagear esse blog que eu amo tanto. bjs]

  3. Tenho que dizer que, de uns meses pra cá, venho tentando comprar os produtos orgânicos, mesmo enfrentando algumas dificuldades (como falta de tempo) para freqüentar os poucos mercados, feiras livres e empórios que comercializam esse tipo de produto aqui em SP. Ahh, na minha terra dizemos “ovos de capoeira” e, de fato, um ovo de massa amarelinha faz parte do imaginário de qualquer um que viveu ou passou pelo interior! Parabéns pelos blogs!!

  4. Eu também procuro consumir na medida do possível apenas orgânicos, aqui em POA podemos contar com nossa feira de orgânicos todo sábado que é uma belezura,tudo fresquinho e sabor maravilhoso.
    Eu tambémn ri muito com o comentário da Ligia,não deixa de ser verdade..beijo!

  5. Em Portugal, chamo-lhes ovos caseiros…:o)
    Para além das muitas vantagens que os produtos naturais têm, quem é que resiste a um bolinho amarelinho feito com ovinhos caseirinhos?

  6. Rs! Não pude deixar de rir com o comentário da Lígia…
    Lígia, eu também bati o olho e li a mesma coisa!
    Eu não presto muita atenção produtos orgânicos. Bem, mesmo se eu quisesse MUITO, eu ainda sou uma quase-analfabeta em coreano. Ainda assim, vou dar mais atenção a isso.
    Bjs,

  7. Pois é, estou de acordo. Aqui em casa o leite, os ovos, metade das carnes que consumimos e alguns outros produtos são orgânicos. Não dá pra comprar tudo. A vantagem de ter um filho pequeno crescendo no lar é que você descobre uma variedade maior de produtos naturais. Quando minha filha inventou que gostava de mac ‘n’ cheese a levei na loja natural perto de casa e encontrei uma versão orgânica. Ela gostou e ficou sendo o prato para aqueles dias em que a gente passa o dia na rua ou não tem nada na geladeira, ou ainda quando eu decido me dar um dia de redenção. rss
    Beijos

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