Crawdad Festival

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Fazia muitos anos que nós não íamos à um desses festivais muito comuns por aqui—do morango, do alho, da alcachofra, do jazz, da corrida do ouro, eteceterá. Motivados pelo post da Ann do Sacatomato, resolvemos nos aventurar no festival do Crawdad, um tipo de lagostin de rio, numa minúscula cidade chamada Isleton. Desorganizados e desprevenidos, fomos sem pensar em nada. Fiquei animada com a possíbilidade de ouvir música cajun a zydeco, que eu realmente gosto.
Chegamos na pequena cidade ribeirinha e já percebemos que não somos os únicos seres desorganizados do mundo, certamente há gente pior. A festança estava armada, mas a infra-estrutura deixou deveras a desejar. Primeiro foi um parto estacionar—achar onde se podia pagar pra estacionar, já que não havia a menor sinalização além dos ameaçadores no parking – tow away zone. Entramos na festa e nos misturamos a um mundaréu de gente. Embora não estivesse terrivelmente quente, não havia uma parca sombra e tivemos que comprar chapéus, pois o sol rachava inclemente as nossas cacholas. Fila pra tudo, nenhum lugar pra sentar e comer decentemente a comida de festival, que era aquela abundância de coisas pesadas e oleosas. Não quisemos arriscar comer os crawdads, porque teríamos que abrir com as mãos e chupar a carnita dos bichos ali em pé no meio da multidão. Lembrei de um filme chamado No Mercy onde a Kim Basinger e o Richard Gere fogem para um pântano em New Orleans e comem os lagostins, a única comida que puderam arrumar no esconderijo à beira do rio. Bom, se você viu o filme, sabe porque uma pessoa minimamente civilizada não pode comer um balde dessas mini-lagostas sentada no chão de uma rua entulhada de gente. Escolhemos comer um peixe frito [catfish] com batata, que estava lotada de alho. O horrore dos horrores!
A festa estava boa para quem estava lá para encher a cara e dançar. E gente enchendo a cara era o que não faltava. Muitos bikers e rock ‘n’ rollers, muitas famílias barulhentas, muita gente esbaforida, mal educada e estranha. Pra nós valeu ter ouvido um pouco da música da Louisiana, mas a hora de ir embora chegou rápido, e fomos!
Duas palavras sumarizam o tal festival: muvuca e farofa.
Uma única conclusão final: maior furada!
* todas as fotos do colorido evento AQUI. A volta para casa, no relato impagagável de como o casal barata-tonta foi parar em Nowhereland guiados pelo GPS do carro, AQUI.

8 comentários sobre “Crawdad Festival”

  1. É incrível, mas como adoro essas festas – e tento ir a várias delas – acabo sempre me metendo em roubadas parecidas. E acaba sendo engraçado algumas vezes, né?
    Bjs
    A

  2. É incrível, mas como adoro essas festas – e tento ir a várias delas – acabo sempre me metendo em roubadas parecidas. E acaba sendo engraçado algumas vezes, né?
    Bjs
    A

  3. Oi Fernanda que delícia seu blog,adorei tudo…as fotos as receitas e o seu jeito de narrar!Tenha certeza que irei voltar.
    Já sou blogueira a alguns anos e estou começando agora um blog gastronomico e ficaria feliz com a sua visita.Te espero!
    Um beijo e uma linda semana

  4. Adorei a reportagem e as fotos! Gosto muito do seu texto, da sua forma de narrar. (Ainda vou visitar os links). Acho que essas reportagens com fotos que você têm feito são muito legais. O gancho é a comida mas você vai mais além. Se não é pedir muito, quero mais! Beijos!
    PS: Obrigada pela visita ao blog e elogios!

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