Dear Pavlova

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Finalmente tomei a coragem necessária para ousar fazer a sobremesa que aprendi na classe de clara de ovos que fiz com a pastry chef Shuna Lydon. Comprei uma caixa de ovos caipiras e deixei fora da geladeira durante a noite, para eles ficarem em temperatura ambiente. Esse é um detalhe muito importante para o sucesso de qualquer sobremesa feita com ovos. Na manhã do dia seguinte mandei bala com determinação, afinal de contas não vai ser qualquer clara de ovo que vai me botar pra correr. Embora eu tenha sempre aquele grilo falante pessimista, que matraca sem parar negatividades na minha orelha, consegui dar um chega prá lá no fulano inoportuno, superei os obstáculos e assei umas Pavlovas deliciosas, iguaizinhas as da Shuna, com o mesmo cheiro inebriante e sabor perfeito—não muito doce, levemente crocante por fora, textura de marshmallow por dentro— que servi com um molho de framboesa, morango e blueberry, e um chantilly feito com creme de leite fresco, sem açúcar, só com um pinguinho de extrato de baunilha. Comi uma querida Pavlova às onze da manhã e depois ainda tive a coragem de ir à uma festa e comer feijoada! Eu vou muito mal, vou muito, muito mal…..

Pavlova —— como foi ensinada por Shuna Lydon
1 e 1/2 colher de chá de extrato de baunilha
1/2 colher de chá de cream of tartar ou 2 colheres de chá de vinagre de vinho branco [*usei o vinagre]
1 e 1/2 colheres de sopa de amido de milho – maizena
1 e 1/2 xícaras de açúcar
3/4 xícara – 6 ounces – 180gr – umas 5 ou 6 claras de ovo

Coloque a grade no meio do forno e aqueça em 275ºF/175ºC. Forre uma forma grande com parchment paper – ou qualquer outro material que não grude e não pegue fogo.

Misture a baunilha com o vinagre – se for usar vinagre. Se usar o cream of tartar, não misture o vinagre na baunilha.

Misture bem a maizena com o açúcar numa vasilha.

Numa batedeira, coloque as claras de ovo, o cream of tartar – se não for usar o vinagre, e uma pitada de sal. Bata em velocidade média por 2 ou 3 minutos, até as claras ficarem com uma consistência de espuma firme. Aumente a velocidade da batedeira e vá acrescentando a mistura de maizena com açúcar bem devagar, batendo por uns 5 minutos, até a consistência ficar bem firme e lustrosa. Adicione a baunilha com o vinagre—se tiver usado o cream of tartar, acrescente só a baunilha e bata até ficar bem incorporado. Faça barquinhos de merengue, todos mais ou menos do mesmo tamanho. Dá oito de tamanho médio – uns 15 cm. Asse por uns 50 minutos até os merengues ficarem secos e meio crocantes por fora, e com uma consistência mais cremosa, como marshmallow, por dentro. Não deixe dourar, os merengues devem ficar esbranquiçados.

Retire do forno, deixe esfriar numa grade, sirva com um molho de frutas—pode ser berries congeladas—e creme de leite batido em ponto de chantilly, sem açúcar, somente com uma gota de baunilha.

Os merengues duram até uma semana, se guardados em vasilha bem fechada ou embrulhados individualmente, em temperatura ambiente, em lugar não úmido.

23 comentários sobre “Dear Pavlova”

  1. *//* um eu tenho que fazer esta reeita pra mim levar para escola em um seminário de comidas típicas Australianas sera que vocÊ poderia me passar a receita mais detalhada ?..
    eu só não sei como é que faz essa casca meia grossa em volta so interior recheado de frutas como é ??..
    e a fôrma como é ?…
    coloca o papel e assa com o papel é ?..
    me responde ..

  2. I still have yet to make pavlovas but I have made a flourless chocolate cupcake and a sponge cake using her egg white advice. We should all go to another of Shuna’s classes!

  3. Que maldade isso Fer. Voltei do almoço (que eu não comi sobremesa) e vi isso. Que coisa linda e deliciosa. Quando é que vão inventar uma internet com cheiro e gosto hein? Tá demorando…
    Bjs

  4. Fer, que coisa mais linda vc fez! Uma obra de arte!
    E vai mal pq? acho que vc vai mt bem. Só se for medo de ficar em formato de quibe, como diz uma amiga minha, kkk.
    Bjs

  5. Fer, pelamordedeus!!!! Quase tive um treco! Abro o Chucrute às onze da noite e me deparo com uma maravilha dessas…fiquei com um mar na boca, nem foi com água…ô meu pai!
    E mais ainda amei a sua batedeira, é meu sonho de consumo!!! E vermelha!!!! Show!
    Vou tentar fazer essa sobremesa um dia…fica tão linda!
    Um beijo grande e ótima semana!
    http://www.mangiachetefabene.wordpress.com

  6. fezoca, que suspiro, que alívio! 🙂
    a primeira vez que ouvi falar em pavlovas foi num programa da nigella. e mesmo sendo nigella a condessa descalça mais descomplicada do mundo, achei a receita tão elaborada e complicada e difícil, que embora morresse de vontade, nunca me arrisquei tentar.
    agora vendo a sua tão sublimemente linda e perfeita e suas dicas de ouro, acho que vou tentar na próxima oportunidade.
    beijos e obrigada pela deliciosa água na boca.

  7. Fer, que coisa mais linda!! Menina, eu acho você tão desembaraçada e bem resolvida que jamais imaginei que você tivesse essas crises de pessimismo. Que bom que você a enfrentou e nos brindou com essa Pavlova de dar água na boca. Parabéns pela superação, pela Pavlova e pelo glossário português/inglês que não demora muito deve estar nas livrarias. Um beijo e boa semana.

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