Azeitona vira azeite na UC Davis

Onde quer que se vá, aqui em Davis, vai com certeza encontrar fileiras de oliveiras, a maioria delas árvores bem antigas, que devem ter providenciado sombra para as carroças quando a cidade ainda era uma fazenda pertencente ao campus da UC Berkeley. Eu adoro as oliveiras, mesmo sabendo que elas fazem uma sujeira danada. Aqui ao lado da minha vila, na First Street, tem uma fileira delas, que fazem o chão ficar seboso e enegrecido durante certa época do ano.

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Sempre tive um sentimento de pena vendo todas aquelas azeitonas sendo desperdiçadas. Nos dez anos que vivo aqui em Davis, vi uma única vez uma família com escadas e latas pegando algumas das azeitonas. Talvez não valha a pena, não sei. Eu mesma nunca tentei, porque não vou dar micão, sozinha, com uma escada e balde no meio da avenida, e minha família iria me internar se eu sugerisse que eles me ajudassem numa empreitada dessas. Mas felizmente os cabeças da UC Davis refleriram sobre o desperdício e decidiram aproveitar, ao menos as azeitonas que pululam pelo campus. Nesta semana foi lançada uma linha de azeite & vinagre. Perdi o evento inaugural, mas vou ver onde estão vendendo esse azeite, pois ele já está na minha lista de “must have”. Meus amigos Allan e Alison não dormiram de touca, foram e compraram o azeite!

14 comentários sobre “Azeitona vira azeite na UC Davis”

  1. Oi Fer,
    Que coisa linda! Eu sou apaixonada por oliveiras. Quando eu fui no The Olive Press em Sonoma eu queria comprar uma arvorezinha mas a atendente matou o meu entusiasmo perguntando onde eu morava. Ela olhou pra mim com cara de que eu era doida e falou “Honey, you can’t grow olives in Virgina”. Buuuaaaahhhhhh.
    Beijos, Leticia

  2. Desperdício de azeitonas? É o fim do mundo mesmo. Como podem, nem dão atenção a uma relíquia super valorizada desde o tempo de jesus? É por isso que natureaza tá desmoronando. rs
    Sou tão fissurada por azeitonas que acho que eu não resistiria a apanhá-las até do chão.
    bjs, Fer.

  3. Hummm, sei não, Fer… acho que eu pagaria esse mico sim. A idéia de ver essas coisinhas tão preciosas se estragando, me parte o estômago, kkkkk.
    Já pensou em usar algum tipo de disfarce? pode funcionar.
    Já vi que vc está animadinha, então, concluo que a sua viagem foi mt bem.
    Beijinhos

  4. que bom que deram um jeito pra evitar tanto desperdício de azeitonas,né Fer?
    pra não pagar mico sózinha vc. devia fazer um mutirão com a vizinhança..rs..
    beijo e bom fim de semana

  5. Tentei abrir o link Allan e Alison mas não funcionou. Eu sempre digo que se fosse no Brasil(falo do nordeste), não ia sobrar nem uma pra fazer remédio, levavam até o pé. Estou me acabando de rir por que tenho essas mesmas idéias de colher frutinhas e certas coisas que se perdem aqui e acolá. Meu marido diz que se um dia isso acontecer, vai fazer de conta que não me conhece.

  6. Morar numa rua repleta de oliveiras antigas é pura poesia. Tá explicada a leveza dos seus textos. Adorei a historinha e a idéia do “mico”, divertidíssima.
    Já a miss piggie, que você gostou, é norte-americana, claro. Aqui, na terra brasílis, tem dessas coisas, não…e, se tiver, vão dizer que é para gays…
    Abraços

  7. Fer: we tried them all, preferred the Gunrock (the heaviest, grassiest), though Wolfskill is very subtle and VERY good. We liked the Silo the least.
    It was a good party, though!

  8. Que chique Fer!! Eu nunca provei azeite dakih..Mea culpa!! Muito legal a iniciativa:))
    Qdo provar, conta o que achou e, se souber, os planos deles para distribuicao nas cidadezinhas aqui do Sul, se houver;))
    Bjs
    Bri

  9. Fer: We tried all the olive oils. We preferred Gunrock (very grassy, very strong), then Wolfskill, then Silo. Silo is mild with a fierce back-kick that wasn’t too pleasant. Love the labels, though! I bought some for all our family — and an apron saying “UC Davis Olive Oil” for my six-year-old nephew, the foodie.

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