o almoço de despedida

O restaurante italiano fez uma reserva para mais de vinte pessoas para um dia em que eles estavam fechados. Chegamos lá e batemos com a cara na porta, até que alguém com uma capacidade acentuada para achar soluções rápidas e eficientes para pequenos problemas como esse, sugeriu que atravesassemos a rua e fossemos a um restaurante chamado Cantina del Cabo. Não sei definir o tipo de comida que eles servem lá: hamburguers, carne, peixe, frango, macarrão, sopa, saladas, batata frita. Nada realmente especial. Era um almoço de despedida do nosso diretor, que vai ser Dean do Colégio de Agricultura da University of Melbourne, na Austrália. Achei tudo muito pobre, mas acho que a maioria não se importou. Eu e meu colega ficamos criticando tudo. Eu expliquei que posso criticar porque eu cozinho. Bem argumentado! Discutimos a pobreza da maioria dos restaurantes de uma cidade universitária, que prioriza servir bastante comida barata para uma população de estudantes. Não é fácil! Eu pedi a Pasta of the Day, que consistia de um fettucine com molho de cogumelos, peito de frango grelhado e queijo parmesão. Acompanhava uma salada mista de saco – que eu identifico na hora, com aqueles molhos horrorríveis, que eu pedi pra vir separado. Também vinha pão de alho, que eu pedi pra trocar por corn bread, e no final não usei o molho honey mustard que pedi e temperei minha salada com sal, azeite, vinagre. A assessora de imprensa do programa, que sentou ao meu lado, exclamou – uau, você realmente costumizou o seu prato! Comemos, teve discurso com olhos cheios de lágrima, presentes, papo furado. Ninguém bebeu álcool. Cada um pagou a sua parte.

5 comentários sobre “o almoço de despedida”

  1. O que eu acho mais triste em restaurante de segunda categoria é a baixa qualidade dos ingredientes. Porque eles se fiam no fato de que a maioria das pessoas não diferencia manteiga de margarina nem óleo de soja de azeite extra virgem
    Ô, tristeza…

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